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Guarani FC - Bugre de Campinas-SP
O futebol em Campinas começou a ser praticado no pátio do Gymnasio do Estado (atual Culto à Ciência). Entre os anos 1902 e 1911, cerca de 25 clubes de futebol foram formados na Cidade por estudantes, operários e ferroviários, quase sempre com vida efêmera. Em março de 1911, porém, alguns adolescentes da classe baixa e média começaram a idealizar a fundação de mais um clube de futebol em Campinas. Mas esse não haveria de ser apenas “mais um”.

Os amigos Pompeo de Vito, Vincenzo (Vicente) Matallo e seu primo Hernani Felippo Matallo, este estudante do Gymnasio, passaram a contatar amigos e parentes para que comparecessem a uma reunião, marcada para a Praça Carlos Gomes.


Naquela época, a Praça Carlos Gomes, situada na esquina das ruas Conceição e Irmã Serafina, não passava de um grande terreno, cercado de palmeiras imperiais. Ainda não era ajardinada. Era comum os jovens a invadirem para jogarem futebol. O nome Carlos Gomes foi uma homenagem da cidade ao grande maestro e compositor campineiro Antônio Carlos Gomes (11/07/1836 – 16/09/1896), autor de óperas internacionalmente conhecidas, como Fosca, Il Condor, Salvador Rosa, Lo Schiavo e Il Guarany, entre outras. Il Guarany, a obra (de 1870) mais famosa do compositor, foi baseada num romance homônimo escrito por José de Alencar, que narrava a estória de um índio da nação Guarany que se apaixona pela filha de um fidalgo colonizador.

No dia 1º de abril de 1911 (sábado) ocorreu a reunião da fundação, à qual compareceram doze jovens, sendo que dois eram italianos: Vicente Matallo (18 anos) e Antonio de Lucca (16). Outros nove eram filhos de imigrantes italianos: Pompeo de Vito (15 anos), seu irmão Romeo Antonio de Vito (16), Angelo Panattoni (16), José Trani (16), Luiz Bertoni (19), José Giardini (18), Miguel Grecco (17), Julio Palmieri (16) e Hernani Felippo Matallo (16). Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18) era o único de família oriunda da Alemanha.

Depois de muita discussão em relação ao nome do clube, foi aprovada a proposta de José Trani de “Guarany Foot-Ball Club”, em homenagem à obra mais conhecida do maestro Carlos Gomes. As cores do clube foram compostas pelo verde e branco, que faziam alusão ao verde da Praça e à luz do dia que os iluminava, sendo sugestão de Romeo de Vito. Foi estabelecida também uma mensalidade de 500 réis, e eleita uma diretoria provisória, com Vicente Matallo como presidente do clube.

Porém, havia um detalhe: aquele dia era conhecido como “dia da mentira”, e para evitar gozações futuras, decidiram que o clube passaria a existir a partir do dia seguinte, ficando estabelecida a data de fundação como 2 de abril de 1911.


Uma nova reunião foi realizada em 9 de abril para instalação definitiva da associação. O número de adeptos crescera rapidamente. O local já foi uma ampla sala no centro da cidade, cedida pela Sociedade Recreativa 7 de Setembro, e ali compareceram ao menos 21 pessoas. Procedeu-se, então, à eleição de uma diretoria definitiva, com mandato de um ano, e Vicente Matallo foi ratificado como o primeiro presidente do Clube. Os cargos foram assim preenchidos:

Presidente: Vicente Matallo

Vice-Presidente: Adalberto Sarmento

1º Secretário: Raphael Iório

2º Secretário: Paulino Montandon

Tesoureiro: Pompeo de Vito

1º Capitão: Luiz Bertoni

2º Capitão: Francisco Oliveira

1º Fiscal de Bola: Antonio de Lucca

2º Fiscal de Bola: José Trani

Procurador: Aurélio Rovere.

Em poucas semanas foram elaborados os primeiros estatutos. Ao mesmo tempo, outro grupo conseguia junto a Prefeitura Municipal à concessão de uso de um terreno de terra batida, na confluência das ruas Francisco Theodoro e Dr. Salles de Oliveira, no bairro Villa Industrial. Ali se instalou o primeiro campo para treinos e jogos, confeccionando-se as traves com bambus. No dia 23 de abril de 1911 realizava-se, no chamado “Ground da Villa Industrial”, o primeiro treino entre dois times formados por associados do Guarany Foot-Ball Club.

Títulos Inesquecíveis


1981 – Campeão Brasileiro da Taça de Prata – CBF
1982 – Vice-campeão do Torneio dos Campeões do Brasil – CBF
1986 – Vice-campeão Brasileiro – CBF
1987 – Vice-campeão Brasileiro – CBF (Houve em paralelo a “Copa União”, promovida pelo “Clube dos 13″)
1988 – Vice-campeão Paulista – FPF
Estádio Brinco de Ouro da Princesa
A 31 de Maio de 1953, sob a presidência do Dr. Ruy Vicente de Mello, foi inaugurado aquele que ainda hoje é um dos mais belos, completos e seguros estádios particulares do país, com o Guarani vencendo o Palmeiras por 3 a 1. Coube a Nilo a honra de marcar o primeiro gol oficial do novo estádio, aos 44 minutos do 1º tempo, cobrando falta no atual gol de entrada. Dido e Augusto completaram para o Guarani e Lima marcou para os visitantes. As chuvas que caíram naquele dia, porém, fizeram com que grande parte da solenidade fosse adiada para antes da segunda partida, realizada na tarde de 4 de Junho, quando o Fluminense venceu o Guarani por 1 a 0 (gol de Marinho).


Brinco de Ouro da Princesa foi palco de partidas memoráveis, inclusive de várias decisões de campeonatos. A Seleção Brasileira pisou em seu gramado duas vezes em 1966 (quando realizou jogos-treino contra um combinado campineiro, durante a preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra) e outra em 5 de Maio de 1990, quando venceu a Bulgária por 2 a 1, registrando o 2º maior público do Estádio: 51.720 pagantes. O recorde foi estabelecido em 14 de Abril de 1982, com 52.002 pagantes, no jogo Guarani 2 X 3 Flamengo, pela Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1982. Pelos atuais critérios de dimensionamento de público nos Estádios, essas marcas não mais poderão ser batidas.

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